Consciência Não É Informação
Quando o conhecimento vira integração — e não apenas ruído.
O ensinamento realmente bom é aquele que pode ser integrado à vida prática, que se transforma em novas e melhores atitudes e, consequentemente, expande o ser.
Não é doutrinação.
Não é cegueira psicológica.
Precisa ser um portal para a percepção da sabedoria interior.
Hoje vejo muita gente na internet trazendo muita informação — algumas muito boas, é verdade — mas outras tantas são apenas ruído disfarçado de conhecimento.
É aquele tipo de conteúdo que confunde, dissemina medo, caos e um falso caminho de libertação. No fundo, apenas conduz a mais uma armadilha em que o ego se perde.
As tais tribos, conceitos e trends que estimulam o sistema límbico desavisado…
O problema nunca foi a informação.
O problema é a falta de consciência.
Processos profundos não combinam com superficialidade
Normalmente, quem me procura como mentora e terapeuta são pessoas que desejam viver processos reais, profundos. Pessoas que já cansaram de tanta informação vazia, que apenas as distancia de quem realmente são.
Receitas de bolo podem até funcionar por um tempo.
Mas não respondem às perguntas mais profundas da alma.
A essência clama por ser percebida, honrada e vivida.
Tanta informação, muitas vezes, cansa o sistema nervoso, confunde a mente e afasta o ser de ser, de fato, humano.
Não sou um robô.
E temos que provar isso quase o tempo todo, porque esquecemos como é viver de verdade:
Sentir.
Escolher.
Pensar.
Sem precisar que algo ou alguém valide o que fazemos e sentimos.
A verdadeira emboscada
O problema não é necessariamente o filme de Hollywood.
A real emboscada é o entorpecimento no qual nos colocamos quando nos comparamos ou quando delegamos a nossa felicidade aos outros ou a algo externo.
Somos energia.
E tudo é frequência.
A vida que vivemos foi escolhida — consciente ou inconscientemente — por nós em algum momento.
Lembro que, ao chegar à Europa, mais especificamente ao aeroporto de Lisboa, olhei ao redor e quase automaticamente senti no meu corpo uma frequência diferente, mas conhecida.
Era a energia de uma visão que havia criado anos antes, na adolescência — e que naquele momento estava ali, materializada.
Percepção gera criação.
O que está sendo ativado em você?
Filmes criam efeitos diferentes dependendo da mentalidade de quem assiste.
O mesmo acontece com as músicas.
São diversas faixas de frequência possíveis.
Por isso, precisamos nos perguntar:
O que foi ativado em mim?
Luz ou sombra?
Algo que me fortalece ou me enfraquece?
Fiquei energizada ou drenada?
Essas perguntas são direcionadoras de campo. Elas apontam para a necessidade de trabalho interno e para ações alinhadas ao que realmente desejamos criar em nossas vidas.
Aquela música da adolescência pode estar prendendo você a velhos estados internos que já não lhe servem mais.
Por outro lado, uma música que ativa alegria e vigor pode impulsionar novas ações, criando novos caminhos sinápticos e fortalecendo seu florescimento.
Não seja programada
É uma questão de atenção e percepção interna refinada.
Isso é o que impede você de viver como um robô, repetindo comandos programados por estruturas de poder, padrões sociais ou expectativas externas.
Estar na matrix não é o problema.
Ser comandada por ela é.
Você pode assistir ao filme de Hollywood.
Mas não será programada por ele.
Quando há consciência, há liberdade.
Não estou aqui para ensinar você a pensar como eu.
Estou aqui para ajudar você a escutar quem você já é.
Consciência é o caminho.
Autoliderança é a prática.
Liberdade é consequência.
— Tati Mendonça


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